Serendipity

“Descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso”.

São as coisas boas que encontramos quando não estávamos à procura. E cada um dá-lhe o nome que quiser. E acredita quem quer.

Está-me gravado na pele que as coisas boas são como borboletas. Fogem se tentamos agarrar mas pousam bem perto quando menos esperamos.

Fazemos todos os dias pelo bem, pelas coisas boas. Mas são as inesperadas aquelas que mais nos cativam. Era bom que houvesse algo todos os dias. E quem sabe até haja. É preciso acreditar. 

Todo


Secalhar é demais. Mas é só assim que sei. Em todo.

Talvez perca mais do que ganho. Mas oh, quando ganho! Quando ganho também me ganham sem medo. E eu sem medo sou bem melhor, sou bem mais leve.

A Ana Carolina diz “eu sou feita para o amor da cabeça aos pés, e não faço outra coisa do que me doar”. E é a verdade. Até nesta relação com o vento no corpo e o que ele me trás a cada tempestade sou isto, feita de amor em tudo o que faço.

No que cozinho, na forma como arrumo o quarto, como disponho os livros, como escrevo até sobre as coisas tristes. Mas principalmente com os seres humanos. Faço-me de amor, e assim sou de sorriso e choro fácil, de zanga imediata e perdão rápido.

Sou em todo e em tudo.